sábado, 13 de setembro de 2014

O cidadão não pode invocar o desconhecimento da lei .
Se não a conhece ,vai informar-se !
Ou mandata um especialista para tratar os assuntos que desconhece .
A lei determina que quem pode apresentar despesas de conservação de prédios ,no IRS , terá, nas facturas, de mencionar o local de descarga dos materiais ou onde o trabalho foi efectuado .
Se for à drogaria comprar uma lata de tinta e disser ao funcionário que vai para a rua da esquina e ele mencionar isso na factura ,posso perfeitamente descarregar na rua do volta atrás e aplicá-la lá ,ludibriando a Autoridade Tributária .
O mesmo se aplica à mão de obra .
Este ano fui convocado para apresentar os justificativos das despesas (facturas ) .
Algumas não tinham o local de descarga e consequentemente ,foram retiradas ,tendo a funcionária ,mencionado no sistema informático os valores que ela considerava correctos .
Aleguei que tinha transportado os materiais em viatura própria e que por esquecimento não tinha mencionado o local de descarga .
Poderia até ,pedir uma declaração das entidades que me venderam os materiais sobre o local de descarga dos mesmos (Maxmat ,Bricomarché ,etc.)Se ,na loja, sou eu que digo ao funcionário para onde vão os materiais ,porque não o posso dizer na Autoridade Tributária ?
Não foi aceite essa sugestão
Reclamei e mantiveram a mesma posição .
Tentei reclamar para instâncias superiores e disseram-me que teria de aguardar pela Nota de Cobrança ,para o fazer .
Recebi agora uma carta a ameaçar com autos de contra ordenação e consequentes coimas ,sem que a Nota de Cobrança tenha aparecido ,caso não rectifique a declaração de IRS no prazo de quinze dias .
Já não reclamarei para outras instâncias pois não irão decidir de forma diferente ,certamente .
Não terei sido a primeira pessoa a reclamar desta lei .
É pena que estas reclamações não passem das repartições ou ,se passam, não sejam analisadas pelas instãncias superiores .
É uma lei sem pés nem cabeça e que falha em todos os sentidos .É perfeitamente inadequada .
O seu autor sofre ,de certeza ,de diarreia mental .Só pode !

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Conheço um desgraçado que se separou da familia ou a familia separou-se dele ,e que vive de um subsidio da Segurança Social e de um par de boas vontades .
Vai dando para ele viver .
Candidatou-se a um trabalho numa empresa como servente ,que tinha vinte vagas para preencher .
No dia estipulado pela empresa ,deveriam apresentar - se os vinte admitidos  ,para saberem as condições de trabalho,ordenado e procederem às formalidades legais para poderem começar a trabalhar .
Qual não foi o espanto deste trabalhador e ,provavelmente ,dos outros que lá estavam ,quando viram que só se apresentaram quatro .Ele ficou a trabalhar lá .
Através dos meios de comunicação,do Instituto Nacional de Estatistica ,de membros do Governo,etc, todos temos a ideia que não há trabalho ,há ,sim ,falta de emprego .É verdade que há falta de trabalho .Até membros do Governo convidavam as pessoas a emigrar .
Até dava jeito que emigrassem ,pois o numero de desempregados descia ,ajudando o governo a alegar criação de postos de trabalho ,retoma da economia ,etc,coisa que se devia sim à saida de trabalhadores para o estrangeiro ,deixando de estar inscritos no Instituto do Emprego .
Ha muita falta de emprego ,mas ainda há mais, falta de vontade de trabalhar .
Sem uma fiscalização eficaz na atribuição dos subsidios e correcta aplicação dos mesmos ,a situação manter-se-á ,com meio mundo que quer e pode trabalhar a pagar a boa vida daqueles que podem mas não querem trabalhar .
E lá vem a CES e outras contribuições extraordinárias emagrecer o bolso dos trabalhadores e pensionistas .
Vou ,habitualmente ,tomar café quando de manhâ saio de casa .
Vejo com frequencia ,pessoas que eu sei que recebem subsidios (de inserção social ou outros identicos )a tomar o pequeno almoço ao pé de mim .Teem o mesmo direito que eu .
Se são pessoas ou agregados familiares com dificuldades financeiras ,tomar o pequeno almoço em casa ,custar-lhes-ia (comendo o mesmo )cerca de 25 ou 30% do que pagam no café .
Como não lhes custa a ganhar ...Alguem há -de prover ao seu sustento .
Já há muito tempo que não escrevia e hoje apeteceu-me escrever sobre tantas coisas que me passaram pela cabeça e agora não me lembro de nenhuma .
Estou desolado !
É normal as pessoas mudarem de opinião .Até no IKEA há uma frase, à entrada ,a referir isso .
As minhas filhas gostavam imenso de pasta de figado de pato ,até ao dia em souberam como é feito o figado Em quase todas as circunstancias é normal mudar .
Na reunião de condominio deste ano ,uma condómina foi obrigada ,por deliberação da assembleia ,a desfazer umas obras que tinha feito ilegalmente nas partes  comuns do prédio .
Todo o procedimento precedente à reunião, foi feito como habitualmente, de há trinta anos para cá . Tambem a reunião em si .
O que revolta é que ,falo concretamente neste caso ,as pessoas sempre fizeram coisas ilegais ou contrárias à lei ,inclusivamente propuseram o procedimento que tem sido seguido .A condómina foi administradora muitos anos .
De repente, armam-se em pessoas extraordináriamente legalistas e invocam a lei para defenderem aquilo que sempre ultrapassaram ou contrariaram .Invocam a  ilegalidade do procedimento que criaram .
Só dá vontade de puxar o braço atrás e enfiar dois murros naquelas trombas .
Aqui há uns anos ,esta personagem ( o marido )era electricista numa empresa denominada PORTUCEL .
Ganhava quase dois mil euros por mês .
Antes de umas quaisquer eleições ,andavam numa comitiva partidária ,de braço no ar a gritar PCP...PCP .
Um tempo depois ,porque alguem no prédio tinha comprado um "VOLVO" ,novo ,compraram um "MERCEDES",igualmente novo .
Meses depois ,em jeito de desculpa ,justificação ,ou sei lá o quê,a propósito de nada ,a senhora ,aliás ,a mulher ,porque de senhora não tem nada ,dizia-me "compràmos um mercedes ,sabe ,como somos um bocadinho de esquerda ..."
Lá veio novamente a vontade dos murros na tromba  .
O" bocadinho de esquerda" deve ser cerca de um por cento ,que é o punho direito ,que é o mais fácil de levantar ,por conveniência .
Estas pessoas não teem vergonha de andar na rua de cabeça erguida .
Sobretudo porque devem estar convencidas que a sociedade não sabe das histórias de que são protagonistas .Amigo tem amigo e as coisas passam de boca em boca . E se em vez de amigo for só conhecido ? Ainda dá mais vontade de contar .

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Nao sou cigano nem de raça nem de atitudes .
Sou simplesmente um apaixonado por boa musica .Assim ,fui ver o espectaculo dos "Ciganos de Oiro " .
Quem gosta da musica dos "Gipsy Kings "( identica à do supracitado grupo ),achou que este espectaculo pouco trouxe para a boa musica .No entanto ,tenho que render homenagem ao viola solo que é um portento na sua arte .Simplesmente espectacular !
O homem toca até dizer chega .Este sim ,tem umas mãos de oiro .Toca tão bem, que até chateia .
Depois há o vocalista .Canta com uma garra ... é mesmo cigano .Nota-se que sente o que canta .
O baterista .que penso não ser cigano ,tambem é bom .
Os outros três, são para fazer numero .
Só pelos que citei ,valeu a pena ,até porque os bilhetes não eram caros .
Mas sobretudo, porque me lembrei dos saudosos Gipsy Kings .Penso que já não existe este grupo .

domingo, 29 de dezembro de 2013

Bom dia .
Hoje apetece-me falar da Autoridade Tributária e Aduaneira .
Como todos sabemos ,o Estado é o maior proprietário .Prédios rústicos ,mistos ,urbanos ,é só escolher .
Ou porque os antigos proprietários eram devedores ao Estado e foram-lhes penhorados bens para liquidar as dividas ,ou porque determinados bens reverteram para o Estado por falecimento do proprietário/a e não
havia sucessores com legitimidade para reclamar aqueles bens ,que neste caso ,revertem para o Estado ,mais concretamente ,para o ministério das finanças .
No caso dos prédios penhorados ,com maior ou menor rapidez (falo de anos ) o Estado acaba por vendê-los .
No outro caso os prédios urbanos ,por norma ,deterioram-se tanto que quando chega a fase da venda (se chega )já só existe o terreno e alguma parede , e no caso dos prédios rústicos ,o mato é tanto que não dá para entrar lá .Quer dizer ,não valem nada .
Feitas as coisas atempadamente ,embora o produto da venda ,provavelmente não resolvesse os problemas do pais ,ajudava a resolvê-los .E os novos proprietários começariam a pagar IMI gerando mais receitas .
Mas ,enfim .É o pais que temos .
Vão sempre sacar ao mais fraco .

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Criei este espaço porque todos os dias me apetece dizer mal de alguma coisa ,com razão .
Há muitas situações que todos conhecemos mas que por qualquer razão não divulgamos .Devemos fazê-lo, porque o comodismo do caladismo não aproveita a ninguém e o "deixa andar " origina que os erros e os acidentes ocasionais passem a comuns e quotidianos .
Hoje fui à Segurança Social ,na av. Nuno Alvares .
Fui tratar de um assunto e aproveitei para levar uma carta remetida por aquele organismo para um andar meu ,que alguem tomou de arrendamento há já alguns anos e deu aquela morada como morada fiscal .
Provavelmente alguma vigarice ,pois a empresa em questão já não tem o andar arrendado ,mas não mudou a morada fiscal ,provavelmente de propósito .A intenção era devolver a carta ao remetente, pois já devolvi dezenas delas para os CTT com a indicação de "não reside nesta morada".
Qual não foi o meu espanto quando a pessoa que me atendeu ,me disse para "levar a carta que ela não a queria e se eu não a quisesse para a deitar no lixo ou rasgá-la" .
PASME-SE ...
A carta foi aberta à minha frente e pude aperceber-me que se referia a uma divida de alguns milhares de euros .
As duas primeiras cartas que vieram para a morada após a saida do inquilino levavam a morada actual da empresa ,que eu me dei ao trabalho de procurar na net .Pelos vistos o remetente não quis saber disso .
Depois ,levam-nos a " contribuição extraordinária ,os dez por cento disto ,o aumento daquilo" ,etc ,porque
quem deve não paga e o Estado nada faz para receber o que lhe pertence .