quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Conheço um desgraçado que se separou da familia ou a familia separou-se dele ,e que vive de um subsidio da Segurança Social e de um par de boas vontades .
Vai dando para ele viver .
Candidatou-se a um trabalho numa empresa como servente ,que tinha vinte vagas para preencher .
No dia estipulado pela empresa ,deveriam apresentar - se os vinte admitidos  ,para saberem as condições de trabalho,ordenado e procederem às formalidades legais para poderem começar a trabalhar .
Qual não foi o espanto deste trabalhador e ,provavelmente ,dos outros que lá estavam ,quando viram que só se apresentaram quatro .Ele ficou a trabalhar lá .
Através dos meios de comunicação,do Instituto Nacional de Estatistica ,de membros do Governo,etc, todos temos a ideia que não há trabalho ,há ,sim ,falta de emprego .É verdade que há falta de trabalho .Até membros do Governo convidavam as pessoas a emigrar .
Até dava jeito que emigrassem ,pois o numero de desempregados descia ,ajudando o governo a alegar criação de postos de trabalho ,retoma da economia ,etc,coisa que se devia sim à saida de trabalhadores para o estrangeiro ,deixando de estar inscritos no Instituto do Emprego .
Ha muita falta de emprego ,mas ainda há mais, falta de vontade de trabalhar .
Sem uma fiscalização eficaz na atribuição dos subsidios e correcta aplicação dos mesmos ,a situação manter-se-á ,com meio mundo que quer e pode trabalhar a pagar a boa vida daqueles que podem mas não querem trabalhar .
E lá vem a CES e outras contribuições extraordinárias emagrecer o bolso dos trabalhadores e pensionistas .
Vou ,habitualmente ,tomar café quando de manhâ saio de casa .
Vejo com frequencia ,pessoas que eu sei que recebem subsidios (de inserção social ou outros identicos )a tomar o pequeno almoço ao pé de mim .Teem o mesmo direito que eu .
Se são pessoas ou agregados familiares com dificuldades financeiras ,tomar o pequeno almoço em casa ,custar-lhes-ia (comendo o mesmo )cerca de 25 ou 30% do que pagam no café .
Como não lhes custa a ganhar ...Alguem há -de prover ao seu sustento .
Já há muito tempo que não escrevia e hoje apeteceu-me escrever sobre tantas coisas que me passaram pela cabeça e agora não me lembro de nenhuma .
Estou desolado !
É normal as pessoas mudarem de opinião .Até no IKEA há uma frase, à entrada ,a referir isso .
As minhas filhas gostavam imenso de pasta de figado de pato ,até ao dia em souberam como é feito o figado Em quase todas as circunstancias é normal mudar .
Na reunião de condominio deste ano ,uma condómina foi obrigada ,por deliberação da assembleia ,a desfazer umas obras que tinha feito ilegalmente nas partes  comuns do prédio .
Todo o procedimento precedente à reunião, foi feito como habitualmente, de há trinta anos para cá . Tambem a reunião em si .
O que revolta é que ,falo concretamente neste caso ,as pessoas sempre fizeram coisas ilegais ou contrárias à lei ,inclusivamente propuseram o procedimento que tem sido seguido .A condómina foi administradora muitos anos .
De repente, armam-se em pessoas extraordináriamente legalistas e invocam a lei para defenderem aquilo que sempre ultrapassaram ou contrariaram .Invocam a  ilegalidade do procedimento que criaram .
Só dá vontade de puxar o braço atrás e enfiar dois murros naquelas trombas .
Aqui há uns anos ,esta personagem ( o marido )era electricista numa empresa denominada PORTUCEL .
Ganhava quase dois mil euros por mês .
Antes de umas quaisquer eleições ,andavam numa comitiva partidária ,de braço no ar a gritar PCP...PCP .
Um tempo depois ,porque alguem no prédio tinha comprado um "VOLVO" ,novo ,compraram um "MERCEDES",igualmente novo .
Meses depois ,em jeito de desculpa ,justificação ,ou sei lá o quê,a propósito de nada ,a senhora ,aliás ,a mulher ,porque de senhora não tem nada ,dizia-me "compràmos um mercedes ,sabe ,como somos um bocadinho de esquerda ..."
Lá veio novamente a vontade dos murros na tromba  .
O" bocadinho de esquerda" deve ser cerca de um por cento ,que é o punho direito ,que é o mais fácil de levantar ,por conveniência .
Estas pessoas não teem vergonha de andar na rua de cabeça erguida .
Sobretudo porque devem estar convencidas que a sociedade não sabe das histórias de que são protagonistas .Amigo tem amigo e as coisas passam de boca em boca . E se em vez de amigo for só conhecido ? Ainda dá mais vontade de contar .